Empreender aprender a economizar criatividade em tempos de apuros: criando relações sustentáveis

Por Ana Beatriz Prudente*

Neste momento de pandemia todos nós fomos impactados de maneira avassaladora, estamos preocupados com a nossa existência, individual e coletiva, e com futuro e a sobrevivência econômica em diversos âmbitos. Uma dúvida é insistente: Como estaremos consumindo, pensando e olhando para o mundo daqui para a frente?

Não há dúvidas de estamos mudando nossos hábitos culturais e nossa forma de consumo: essa transformação veio para ficar. A nova pandemia nos trouxe reflexões existenciais, nos mostrou que não podemos tudo e que somos apenas parte do universo e não o centro dele. Ao mudar a forma de pensar e de comprar, há efeitos no âmbito doméstico, no profissional e na relação com a comunidade. Nesse sentido, o empreendedorismo é um dos segmentos que encontra mais desafios, não só no presente, mas também no preparo para o futuro.

Ao se deparar com esse cenário tão novo, o empreendedor precisa, mais do que nunca, de seu repertório de conhecimentos para se refazer, repensar e também oferecer algo novo para todos e é aí que surgem duas importantes palavras muito faladas, mas, muitas vezes, pouco exploradas: inovação e economia criativa. Por que elas são tão importantes num momento de crise?

A economia criativa atualmente é o nascedouro do boom do empreendedorismo no Brasil. Ela trabalha com o capital identitário e se utiliza da cultura como base para a geração de negócios. E é extremante pujante nos setores da gastronomia, da moda, das artes, da tecnologia, da arquitetura, do entretenimento e do design, entre outros. Sem dúvida, ela não se dissocia da inovação porque bebe também dela para criar novas frentes de produtos e serviços.

Além disso, um aspecto fundamental a se considerar é: o empreendedorismo social das minorias no Brasil tem origem na economia criativa. Ou seja, ela empodera os grupos com pouca representatividade e abre espaço no mercado, na medida em que possibilita a criação de produtos e serviços ligados às suas identidades culturais e promove sua independência financeira. No mundo todo, a economia criativa tem esse papel, no caso das artes, por exemplo, um cenário próspero não só da vida às comunidades, como gera negócios, cria empregos e fluxo de conhecimento.

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